AACD Uberlândia comemora 10 anos

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Maria José da Silva acompanha a filha Karen Rodrigues para tratamento desde 2004

A Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) comemora, quarta-feira (24), 10 anos de instalação da unidade Minas Gerais, em Uberlândia, e um balanço de 800 mil atendimentos no período. Os pacientes são de 30 cidades do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, em um raio de até 300 quilômetros da unidade. Hoje estão inscritas 4,9 mil pessoas, das quais 3,4 mil crianças. Em tratamento estão 1,3 mil pacientes e a fila de espera é de 3,3 mil procedimentos para consulta e 1,7 mil para terapias.

O orçamento previsto para este ano é de R$ 2,769 milhões, contra R$ 3,625 milhões de despesas. Destes, R$ 2,2 milhões são destinados apenas ao pagamento de funcionários. Isso gera um déficit de R$ 856 mil, o que faz a AACD MG depender de ajuda da unidade de São Paulo para cobrir os custos.

A presidente voluntária da AACD MG, Linda-Mar Peixoto de Souza, espera que empresas e pessoas se mobilizem para que o atendimento possa ser ampliado. “Temos satisfação de contribuir progressivamente na reabilitação de crianças e adultos. E queremos aumentar nosso atendimento para reduzir a fila de espera, que é grande”, afirmou.

A equipe da instituição é composta por 90 profissionais, dos quais 72 são da área da saúde e lidam direto com os pacientes. Os demais cuidam da parte administrativa. Existem, ainda, 74 voluntários que cuidam da recepção, ajuda em eventos e assistência aos profissionais.

Desde 2004, a dona de casa Maria José da Silva acompanha a filha Karen Rodrigues da Silva, 11 anos, no tratamento para desenvolvimento motor. A menina nasceu prematura e teve complicações no parto, o que a deixou com paralisia cerebral. Por isso, todas as segundas e sextas-feiras, elas saem de Frutal, às 3h30, e percorrem os 180 quilômetros em uma van da prefeitura. Na AACD, a garota já passou por todas as áreas e atualmente faz fisioterapia e hidroterapia. “Vou continuar levantando cedo quantos anos forem necessários, sempre para estar ao lado da minha filha. Se hoje ela está andando, é graças à AACD”, afirmou a mãe.

Assista a entrevista com a presidente voluntária da AACD MG, Linda-Mar Peixoto de Souza, que fala sobre as atividades da entidade em Uberlândia:

Evento reúne autoridades e pacientes

Em comemoração aos 10 anos de implantação da unidade Minas Gerais da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) em Uberlândia será realizada amanhã uma solenidade para comemorar os 800 mil atendimentos. Estarão presentes autoridades civis e militares e representantes do governo municipal, além de membros da AACD, empresas parceiras e pacientes, acompanhados de familiares. O evento acontece às 9h, na sede da instituição.

AACD MG

Localização: Uberlândia – rua da Doméstica, 250, Bairro Planalto
Inauguração: 2001
Pacientes atendidos em 10 anos: 800 mil
Pacientes cadastrados hoje: 5 mil
Fila de espera: 5 mil procedimentosFinanças
Receita – R$ 2,769 milhões
Despesas – R$ 3,625 milhões
Déficit – R$ 856 mil

Fonte de Receita

Faturamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS)
Doações de empresas pelo programa Funcriança
Doações de pessoas físicas
Eventos (Arraial Solidário e Bazar Natalino)
Venda de brindes de Natal
Cofrinhos em estabelecimentos comerciais
Venda de órteses e próteses

Patologias atendidas

Paralisia cerebral
Má formação congênita
Doenças neuromusculares
Mielomeningocele
Amputações
Lesão encefálica adquirida
Poliomielite
Lesão medular

Procedimentos

Terapias de reabilitação
Fisioterapia
Fisioterapia Aquática
Terapia Ocupacional
Fonoaudiologia
Psicologia
Pedagogia
Musicoterapia

Corpo clínico

Médicos (ortopedistas, neurologistas, fisiatras, urologistas)
Fisioterapeutas
Psicólogos
Pedagogos
Assistentes sociais
Técnicos em órteses e próteses

Outros profissionais

Área administrativa, financeira, almoxarifado, compras e marketing
Como ajudar a AACD a ampliar o trabalho?

Você pode:

- Tornar-se mantenedor. Ligue (34) 3228-8008
- Fazer doações esporádicas, depositando no Banco Bradesco – Agência 0265-8, conta 121700-3
- Direcionar até 6% do seu Imposto de Renda para os projetos da AACD. Ligue (34) 3228-8001
- Direcionar 1% do Imposto de Renda de sua empresa para os projetos da AACD. Ligue (34) 3228-8001
- Se você é lojista, pode instalar os cofrinhos da AACD em sua loja. Ligue (34) 3228-8006
- Comprar cartões de Natal, brindes ou agendas da AACD para a sua empresa. Ligue (34) 3228-8004
- Comprar os produtos com a marca AACD
- Colaborar com o Teleton, por meio do site www.teleton.org.br
- Indicar a Ortopedia AACD para aquisição de órteses, próteses e acessórios ortopédicos. Ligue (34) 3228-8018
- Tornar-se voluntário. Ligue (34) 3228-8006
- Sua escola pode participar da Corrente do Bem. Ligue (34) 3228-8006
- Doar roupas, móveis e produtos diversos em bom estado para o bazar. Ligue (34) 3228-8006
- Sua empresa pode também firmar parceria com a AACD. Ligue (34) 3228-8004

Unidades AACD

AACD Ibirapuera (São Paulo)
AACD Osasco (São Paulo)
AACD Mooca (São Paulo)
AACD Rio de Janeiro
AACD Pernambuco (Recife)
AACD Rio Grande do Sul (Porto Alegre)
AACD Minas Gerais (Uberlândia)

Unidades Filiadas

ARCD Santa Catarina (Joinville)
ARCD São José do Rio Preto
ARCD Poços de Caldas
Previsão de novas unidades
Centro de Reabilitação Zona Sul (São Paulo)
Centro de Reabilitação Zona Norte em São Paulo (São Paulo)
Centro de Reabilitação Mogi das Cruzes

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Frente Parlamentar do Esporte será lançada.

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Será relançada nesta quarta-feira (17) a Frente Parlamentar Mista do Esporte. Composta por mais de 200 deputados e sete senadores, a frente será presidida pelo deputado Acelino Popó (PRB-BA) e terá como vice-presidente a deputada Manuela d’Ávila (PCdoB-RS), que presidiu a frente na legislatura passada. A frente tem como objetivo principal a implementação de políticas e ações relacionadas à valorização do esportista e das modalidades desportivas.

“Neste cenário em que todas as atenções estão voltadas para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas, faremos dessa frente uma das principais e mais atuantes do Congresso Nacional. Vamos mudar a realidade dos esportistas e de atletas amadores e profissionais, trabalhar a real necessidade dessas pessoas que, como eu, sofreram e ainda sofrem para conciliar a prática do esporte e a sua sobrevivência”, disse o deputado.

Algumas autoridades já confirmaram a presença, entre elas o ministro do Esporte, Orlando Silva; o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral; o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman; e o presidente do Comitê Paraolímpico, Andrew Parsons. Também é esperada a presença de esportistas olímpicos e paraolímpicos.

Fonte: Agência Câmara

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Brasileiros do xadrez encontram dificuldades na Universíade

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Trio brasileiro que disputar o torneio batalha para superar má conexão da internet e pouca estrutura para rivalizar com potências.
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Paulo Roberto Conde
Publicada em 12/08/2011 às 08:00
Enviado especial a Shenzhen (CHN)

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O xadrez não costuma fazer parte da lista de esportes em megaeventos, mas ganhou uma chance de aparecer na Universíade de Shenzhen (CHN). E a delegação brasileira, que conta com quatro representantes na competição, tem encontrado muitos outros desafios além de evitar um xeque-mate.
O primeiro e mais preocupante deles, ao chegar na China, foi encontrar um "local" para treinar. Diferentemente das demais modalidades, que fazem suas práticas em ginásios, estádios e salões, o enxadristas costumam se exercitar na internet. O melhor treino possível é jogar partidas, e há sites especializados que oferecem rivais de peso a qualquer hora (um deles é o www.chessclub.com).
Mas, como no território chinês há restrição para vários sites da rede mundial, os brasileiros tiveram de rezar e até improvisar. No fim, a conexão deu certo para todos.
- Depois que descobri que era possível acessar o site, fiquei aliviada - afirmou Vivian Heinrichs, de 22 anos, uma das enxadristas do time nacional.
Jeferson Oliveira, de 23 anos, ficou preocupado de início, mas se resignou. Além do fato de cursar Ciência da Computação ter ajudado a resolver o problema, ele contou que sabe se virar sem programas online.
- Não largo um bom livro para me preparar para um torneio. Sempre há o que aprender - afirmou Oliveira.
Vivian, Oliveira e Ana Vitória Rothebarth, de 19 anos e uma das revelações do xadrez brasileiro, vão disputar os torneios individual e por equipe a partir de domingo. O trio se diz satisfeito em poder disputar uma Universíade, mas alerta para o segundo dos desafios que surgem: driblar a falta de estrutura para competir com potências como Rússia, China, Ucrânia e Mongólia.
Todo o contingente brazuca é amador - existe uma Confederação Brasileira (CBX), que rege a modalidade. E, como não foge à regra, conseguir patrocínios e investimento é tarefa árdua.
Oliveira faz estágio e chega a Universíade após um tempo afastado de competições. Vivian não trabalha e representa a cidade de Pindamonhangaba em torneio, mas o que recebe não dá para investir.
Já Ana Vitória, que mora em Cuiabá (MT), se queixa da falta de oportunidades por morar fora do eixo Rio-SP.
- Moro no Centro Oeste, e não consigo apoio. E os torneios grandes são todos no Sul e Sudeste. Sempre tenho de viajar, me hospedar, e isso custa. O dinheiro que ganho em um ano, gasto em poucos meses - disse.
O que envolve o xadrez em Shenzhen-2011
Como é jogada a Universíade?
É disputada no chamado sistema suíço. Exemplo: conforme vai avançando, o competidor enfrenta outro adversário vitorioso na rodada anterior, mais forte ou mais fraco a julgar por um pré-ranqueamento. Ao todo, são nove rodadas, e o campeão é determinado pelo acúmulo de pontos. Derrota não dá ponto; empate vale 0,5 ponto; e vitória vale um ponto.
Quanto tempo dura uma partida?
Depende do confronto. Há jogos que duram três movimentos e outros que chegam a quatro horas.
O método mais comum de finalizar um jogo é o xeque-mate?
Não. Em torneios de alto nível, o que ocorre com maior frequência é o abandono. Quando um oponente pressente que será derrotado e levará o xeque-mate, deixa a partida.
Enxadrista precisa de preparação física?
Sim. Na modalidade, vale a máxima "mente sã, corpo são". Estar preparado fisicamente significa prevenir dores na nuca e na coluna. Ter uma alimentação regrada também é importante. A brasileira Vivian Heinrishs conta que uma alimentação carregada, para um enxadrista, pode gerar dores de cabeça.
Existe intimidação?
Sim, e muita. Segundo Renato Gino, técnico da equipe brasileira em Shenzhen, catimba psicológica é o que mais existe.
Modalidade tem Olimpíada própria
O xadrez não faz parte do programa dos Jogos Olímpicos. Mas nem por isso se considera marginalizado. A Federação Internacional (Fide) promove a cada dois anos uma Olimpíada própria, sempre em anos pares. A próxima, no ano que vem, será realizada em Istambul, na Turquia. As duas brasileiras que competirão na Universíade, Vivian Heinrichs e Ana Vitória Rothebarth, brigam por vaga para o evento. No naipe feminina, cinco brasileiras terão direito a representar o país. Elas serão definidas por meio de um circuito que serve como seletiva e já teve quatro etapas realizadas - ainda faltam seis. Por enquanto, Ana Vitória é a sétima no ranking e Vivian, a oitava.
* O editor viaja a convite da Confederação Brasileira de Desporto Universitáio (CBDU)


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