Dicas no Xadrez e na Vida

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Tanto no xadrez como nos negócios e na vida, os três elementos essenciais do mecanismo de tomada de decisões são: material, tempo e qualidade. Aprenda a lidar com essa matemática com um dos maiores enxadristas de todos os tempos

Matemática do xeque-mate

Como explica o enxadrista Garry Kasparov nesta entrevista exclusiva, tanto no xadrez como na vida, há três elementos essenciais do mecanismo de tomada de decisões: material, tempo e qualidade.
No marco de um tempo e um espaço próprios, todo jogo cria, com suas regras, uma ordem no mundo imperfeito e confuso. Jogo estratégico por excelência, o xadrez é uma confrontação na qual o vencedor demonstra ter “visão” mais apurada do que seu oponente, e os grandes jogadores são capazes de antecipar mentalmente os melhores caminhos possíveis para um desenlace vitorioso. “Num sistema matematicamente finito, pode-se calcular tudo, mas o xadrez é grande demais para isso”, explica Garry Kasparov durante uma entrevista exclusiva concedida em Madri. “Há um grande mal-entendido a respeito da natureza do xadrez”, continua. “Para a matemática, o jogo é finito, mas, para nós, seres humanos, ele é matematicamente infinito. O número de posições, ou seja, a soma de todas as posições possíveis, contém 45 zeros. Acredito que é suficiente para considerá-lo matematicamente infinito.”
Nesta entrevista exclusiva a HSM Management, Kasparov se entusiasma, eleva a voz grave e mexe os braços com gestos amplos. Sua atitude muda quando ouve. A imobilidade é total e a atenção intensa. Capta as perguntas antes que terminem de ser formuladas. Mais do que dono de um temperamento calmo, cultivado nas muitas horas diante do tabuleiro, o chamado “Monstro de Baku” (sua cidade natal, no Azerbaijão) mostra paixão quando fala do xadrez ou se aprofunda nos elementos fundamentais para a tomada de decisões.


Faz tempo que o sr. trabalha numa coleção de livros onde vincula a evolução do xadrez com as idéias científicas e sociais de cada época.
Em certa medida, as mudanças no jogo refletem as mudanças na sociedade. Os novosconceitos estão em consonância com as idéias sociais e culturais predominantes em sua época. Não é casual que o primeiro campeão mundial de xadrez, Wilhelm Steinitz, que introduziu conceitos revolucionários no jogo na segunda metade do século 19, tivesse um pensamento alinhado com a ciência tradicional e que seu sucessor, Emanuel Lasker, contemporâneo de Einstein e de Freud, acreditasse na relatividade e na psicologia. Nos cinco volumes que escrevi, mostro a interconexão entre as novas idéias apresentadas por meus grandes antecessores e sua época.

Como se refletem no xadrez os novos conceitos sociais e culturais? Por exemplo, como as teorias de Freud sobre o inconsciente mudaram o jogo?

A teoria do xadrez tomou forma no tempo da física e da matemática clássicas e foi introduzida pelo primeiro campeão mundial, Steinitz. Nessa época, acreditava-se que uma teoria universal poderia responder a todas as perguntas, e Steinitz promovia essa noção no xadrez. Seu sucessor, Lasker, teve um estilo distinto: em vez de fazer a melhor jogada, fazia a melhor jogada contra aquele adversário. A ênfase não estava na verdade última, mas em jogar contra um rival; o valor de cada movimento era relativo. Lasker introduziu o elemento psicológico. Hoje, para os jovens jogadores, isso é óbvio.
As decisões no xadrez atual são tomadas de forma mais automática?
Jogamos xadrez rápido e, muitas vezes, pela internet. O computador é um componente do preparo. Quando eu era criança, tinha poucos livros a meu alcance, e cada exemplar era um tesouro que eu lia com avidez; era preciso muito esforço para encontrar a informação. Agora, com um clique do mouse acessamos milhões de partidas. Com tanta informação, temos um problema logístico diferente: como diferenciar aquilo que é valioso daquilo que não aporta nada, o falso do autêntico? O que deve ser incorporado e o que deve ser ignorado? Um interessante paradoxo é que antes tínhamos menos informação e mais tempo para decidir, e hoje temos mais informação e menos tempo. De fato, suportamos mais pressão. O grande perigo de nossa época é que muitos dirigentes confiam em que vão encontrar
uma resposta e não tomam a iniciativa, não querem assumir o risco de decidir. Mas, no fim do dia, somos nós, e não os computadores, que tomamos as decisões. Se você quer triunfar, deve aprender a não se deixar oprimir pela informação. Eu acredito que muitos ficam sepultados sob o furacão de dados.

Como isso pode ser evitado?
Não há uma receita universal. Primeiro, precisamos entender que o computador não é um dispositivo que nos fará felizes com respostas “pré-cozidas”; ele apenas oferece informação. Segundo, devemos desenhar nossa própria fórmula para aceitar ou rejeitar informação. Para trabalhar com aquilo que nos rodeia e ajustar nossa própria fórmula de tomada de decisões, é muito importante reconhecer nossas fortalezas e nossas fraquezas. Eu fico entristecido ao escutar os típicos discursos de auto-ajuda, que apontam por igual, quando na realidade cada pessoa é única. Alguns se sentem mais à vontade com os dados; outros, como eu, são mais intuitivos. Alguns são mais pacientes, podem esperar todo o tempo do mundo; outros, nem tanto. Não acredito que a paciência, a impaciência, a objetividade e a intuição sejam boas ou más em si. São componentes. Antes de decidir, devemos analisar os componentes de nosso mecanismo de tomada de decisões. Anatoli
Karpov tinha um estilo... não diria defensivo, mas cuidadoso. Era um gênio para obter o máximo efeito com os mínimos recursos. Eu era mais agressivo. Podia varrer meus rivais com os ataques. Não gosto dos detalhes; prefiro captar o panorama global e reconhecer como posso compensar a perda de material com qualidade ou tempo, ou o inverso.

Material, tempo e qualidade?
Estou trabalhando num livro em que desenvolvo uma teoria de acordo com a qual os três elementos essenciais do mecanismo de tomada de decisões são o material, o tempo e a qualidade. O mais complicado é a qualidade: no xadrez pode ser a estrutura de peões, o espaço ou as peças ativas; na vida, a qualidade se
manifesta de muitas formas. O material é óbvio. E o tempo é operativo: tempo versus dinheiro, tempo em troca de material. Mas a qualidade implica diversos
elementos, e muitas pessoas não sabem como inseri-la em sua escala de valores. Ao escolher, comparamos. Quando optamos por investir em uma casa nova ou enviar nossos filhos para a universidade, também entra em jogo a qualidade, mesmo que não tenhamos consciência disso. Em suma, sempre tentamos ajustar a estratégia em termos de material, tempo e qualidade.
O sr. mencionou que é intuitivo. Mas não parece muito evidente que a intuição, em um jogo racional como o xadrez, seja uma boa guia...
Vou dar um exemplo. Na sétima partida do campeonato mundial de 1894, entre o campeão Steinitz, de 57 anos, e o jovem alemão Lasker, de 25, o confronto estava equilibrado. Lasker, que usava as peças brancas, havia feito um jogo forte na abertura e depois de algumas complicações teve de sacrificar dois peões. Hoje ninguém se surpreenderia se um grande mestre abandonasse a partida em circunstâncias tão desfavoráveis. Mas Lasker não o fez. Foi ainda mais agressivo, tentando complicar as coisas, e sacrificou mais uma peça, fazendo um ataque que Steinitz não entendeu. O campeão fracassou. A interpretação foi que o velho campeão não era mais o mesmo e que havia decaído por conta da idade, não da qualidade. No entanto, quando analisei a partida em profundidade e com
a ajuda de um computador, descobri outra coisa. É verdade que Steinitz havia estado em posição vencedora, mas tinha errado numa etapa anterior. Quando Lasker sacrificou a peça, o campeão já estava perdendo. O interessante é que Lasker fez as melhores jogadas possíveis. Não poderia ter calculado; sua intuição o levou na direção correta. Para mim, é uma boa demonstração de que, se confiarmos em nossa intuição, obteremos melhores resultados. Cada vez que revejo as partidas dos grandes campeões descubro que, sob pressão, eram mais eficazes. Em situações de pressão, nossos sentidos ficam alerta. Em momentos de calma, tendemos a relaxar e perdemos alguns elementos vitais para avaliar corretamente uma situação.
A intuição é algo inato ou pode ser adquirida?

Todos temos intuição, mas precisamos usá-la com mais freqüência. É como um músculo que deve ser treinado. Não nos guiaremos pela intuição se não tivermos confiança em nós mesmos.
Desenvolver a confiança está relacionado com ter coragem de agir sem medo de errar, que é algo que o sr. recomenda em suas palestras, não é verdade?
O que eu recomendo não é errar propositalmente, mas aceitar a possibilidade de cometer erros. Muitos temem errar e isso os impede de avançar. O medo apresenta-se de diversas formas na tomada de decisões: como medo de errar, medo das mudanças, do desconhecido, de magoar pessoas queridas... Entretanto, como haverá erros, é melhor se preparar psicologicamente e se sentir confortável com a idéia de que certamente alguma vez você vai errar. Quando superar esse temor, você poderá aprender com seus erros e sua carreira não vai parar. Acho que o maior problema de Bobby Fischer depois de se consagrar campeão mundial em 1972 foi o medo de perder. Aí a vida pára. As pessoas têm medo de errar, mas, se reconhecerem esse medo, podem ser mais objetivas e perceber quando estão prestes a cometer um erro. Desse modo, elas não ficam congeladas, têm um ponto de vista mais abrangente.

Os computadores não partilham esse temor. Quando o homem e a máquina se enfrentam, o que é superior, uma boa estratégia ou a grande potência de cálculo?
A estratégia é superior à força bruta do cálculo. O cálculo e a pesquisa podem dar apoio à estratégia, mas não substituí-la. Em 2003 joguei com um dos melhores programas de xadrez do momento, o X3D. Na segunda partida, eu vinha de uma derrota estrondosa. Como eu queria reencontrar meu jogo, esforcei-me ao máximo para me recuperar. Tinha as peças brancas e tentei criar uma posição fechada, porque esse tipo de jogada dá poucas possibilidades para a máquina usar a potência de cálculo. Eu pensava no longo prazo, usava uma estratégia. A máquina não entendia o que estava acontecendo nem percebia meu plano. O interessante é que a máquina jogava melhor do que muitos jogadores de xadrez, mas qualquer um deles poderia perceber que a posição da máquina piorava. Quando ela reconheceu isso, já era tarde e, poucas jogadas depois, os programadores desistiram em nome da máquina.

Como o sr. se preparava para as competições?

Procurava informação, novas idéias, novas aberturas. Estudava o jogo de meu oponentee tentava pensar coisas que o incomodassem. Era um enfoque misto. No final de minha carreira, o elemento computacional tornou-se mais importante. Cada semana surgiam novas idéias, algo que hoje acontece diariamente. No entanto, 20 anos atrás, a gente tinha uma grande idéia e podia trabalhar nela durante alguns meses, usá-la e depois de dois meses utilizá-la novamente para derrotar outro rival. Hoje, quando surge uma boa idéia para uma abertura, em menos de 24 horas está na internet. As boas idéias se tornaram propriedade de todos e isso nos obriga a sermos mais criativos. Como afirmei antes, é preciso tomar decisões mais rápido. Outro paradoxo é que a maior quantidade de informação tende a reduzir a criatividade, porque nos apoiamos nos dados. Além disso, todos tentam ter boas idéias, e as boas idéias funcionam uma única vez, por isso é preciso ser mais
criativo. A criatividade desempenha um papel muito importante, porque é o que marca uma diferença. Antes existiam diferentes níveis de acesso à informação; hoje tudo é mais homogêneo. Quase todos conseguem o mesmo hardware; a diferença está no software. Por isso, a criatividade, a coragem, a intuição, a capacidade de adaptação são coisas que estão se tornando mais importantes. Acredito que é tempo de falar mais sobre psicologia, porque o mecanismo de tomada de decisões é muito mais importante do que a informação.

O sr. fez treinamento com psicólogos?

Não estudei psicologia nem trabalhei sistematicamente com psicólogos, mas, se você joga xadrez, está envolvido o tempo todo com a tomada de decisões, e é por isso que precisa aprender algo de psicologia.

Quais as lições do xadrez que o sr. aplica em sua vida cotidiana?

Uma das mais importantes foi aprender a ser objetivo, motivo pelo qual eu pude permanecer tanto tempo no topo. Não me envergonho de meus erros nem de aprender com os mais jovens. Para mim, a verdade última era a mais importante e, se eu percebesse que estava errado, não hesitava em reconhecê-lo, primeiro para mim mesmo e depois diante dos outros. Atualmente, em minha atividade política na Rússia, estou envolvido em um jogo sem regras, ou melhor, com uma única regra –a de que meus oponentes do Kremlin [sede do governo russo] mudam as regras de acordo com sua conveniência. Saber que esta é precisamente a regra me permite formular uma estratégia de longo prazo. Estratégia é sobrevivência tática e é desenhar planos alinhados com o potencial pessoal.

Por que o sr. deixou de competir?
Tinha outras coisas para fazer. Para mim, a vida tem a ver com marcar uma diferença. Assim eu o fiz no xadrez por 25 anos. Agora acredito que minha experiência, minha energia e meus recursos podem ser destinados a outra coisa. Tenho algo para falar e não quero ficar quieto. Sinto que o mundo está engasgado, sem visão estratégica, e que precisamosencontrar um rumo. A entrevista é de Viviana Alonso, colaboradora de HSM Management.

Saiba mais sobre Kasparov
Garry Kasparov se tornou o mais jovem campeão mundial de xadrez da história aos 22 anos, em 1985, e defendeu seu título durante os15 anos seguintes. Suas lendárias partidas contra Anatoli Karpov, o campeão anterior, e contra o computador Deep Blue, da IBM, transcenderam o âmbito do xadrez e contribuíram para difundir o jogo entre públicos não-tradicionais.
O grande mestre argentino Oscar Panno o considera o melhor Saiba mais sobre Kasparov enxadrista de todos os tempos, por sua capacidade de fazer tanto um
jogo ofensivo –seu estilo característico– como um defensivo.Desde 1991 Kasparov é colunista do Wall Street Journal e atualmente, afastado do circuito profissional
de xadrez, viaja pelo mundo como palestrante. Ele discorre sobre osproblemas da Rússia atual e convocao mundo a desenvolver visãoestratégica.

RETIRADO DO SITE DO SEBRAE-MG

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Resultados da I Copa Minas Gerais de Xadrez Escolar em Patrocínio

20:05 Unknown 0 Comments

Aconteceu no dia 21 de novembro no Colégio Municipal Professor Olímpio na cidade de Patrocínio, a 1ª Copa Minas Gerais de Xadrez Escolar 2010. O evento foi promovido pela Superliga de Xadrez do Triangulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas, organizado pela Secretaria Municipal de Educação de Patrocínio.
Um grandioso evento, pode-se assim definir a I Copa Minas Gerais de Xadrez Escolar. Mais de duzentas inscrições foram realizadas e estiveram presentes representantes mais de trinta escolas de diferentes cidades, além de diversas autoridades da cidade de Patrocínio e, ainda, a imprensa local e regional que apoiou o evento.
A I Copa Minas Gerais de Xadrez Escolar da SLX teve como objetivos: evidenciar os resultados dos trabalhos com o xadrez, desenvolvidos por professores de professoras dos diversos municípios, integrar profissionais do ensino do xadrez e apontar os campeões dos primeiros anos do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio.
Foram premiados os três pimeiros colocados de cada categoria com jogos de peças, tabuleiros, medalhas e sacolinhas personalizadas para as peças. Para as escolas foram oferecidos troféus. Foram ainda distribuídas diversas camisetas alusivas ao evento, e a SLX ofereceu um troféu ao Colégio São Domingos de Araxá, por ter sido o campeão geral da competição.
O Secretario de Educação de Patrocínio, Professor Eurípedes, já solicitou que um novo torneio escolar seja realizado em Abril de 2011. Ações como essas mostram cada vez mais a importância do poder público em participar das parcerias para a crescente propagação do xadrez no âmbito escolar.
O evento aconteceu na modalidade de xadrez rápido e valeu titulo de Campeão Mineiro Escolar em todas as séries pela SLX. Tivemos 5 rodadas e a arbitragem ficou por conta da equipe de árbitros da SLX Adriano Pena Ribeiro Lemos (Araxá), Claudio Roberto de Andrade (Uberlândia), Washington Miguel da Silva (Patos de Minas) e os professores de Patrocínio que atuaram como árbitros auxiliares. Toda equipe conduziu tranquilamente o evento.
Confira os Campeões da competição:
1º ano do Ensino Médio:
César Romero Afonso de Faria Goulart Junior - CEFET - Araxá
2º ano do Ensino Médio:
Hiago de Oiveira - E.E. Frei Egidio - Uberlândia
3º ano do Ensino Médio:
Alonso Barcelos - Colégio São Domingos - Araxá
1º ano do Ensino Fundamental:
Antonio Eduardo Ribeiro Rocha e Silva - Colégio São Domingos - Araxá
2º ano do Ensino Fundamental:
Vitor Amorim Frois - Colégio Atena - Araxá
8º ano do Ensino Fundamental:
João Victor Nunes Silva - Escola Leonardo da Vinci
9º ano do Ensino Fundamental
: Leandro Vieira Faria - Escola Nossa Senhora das Graças
A seguir, assista a cobertura da TV Recor sobre o evento. Confira, ainda, os resultados finais e as fotos da competição.

Foto 01

Foto 01

Foto 01

Foto 01


Realização

Secretaria Municipal de Educação de Patrocinio


Realização

SLX - Super Liga do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba
e Noroeste de Minas


Apoio

Xadrez Real

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Os feudos dos privilégios e o xadrez

06:24 Unknown 0 Comments

Durante muito tempo criticou-se no Brasil a chamada reserva de mercado da informática. Os seus defensores alegavam que era para proteger a indústria brasileira. Os que a criticavam
diziam que ela dificultava o acesso a produtos estrangeiros, melhores e mais
baratos.

A questão, que hoje parece encerrada, era polêmica e nunca cheguei a formar um juízo definitivo sobre ela.

Mas as reservas de mercado continuam existindo e, em alguns casos, me parecem coisa legítima, mas, em outros, nem tanto. Acho natural que medicina e engenharia sejam exercidas por
pessoas habilitadas para o exercício da profissão. O que pressupõe a existência
de um diploma. Mas há que se ter uma medida para as coisas e, em alguns casos,
algumas circunstâncias especiais falam mais alto.

Por exemplo, o Zanine Caldas fez belos e funcionais projetos de casas e, no entanto, nunca teve diploma de arquiteto. Deveriam tê-lo impedido de fazer as casas que fez? O Carlos Lacerda,
que foi deputado e governador do antigo Estado da Guanabara, exerceu a
profissão de jornalista e, no entanto, não tinha nenhum diploma de curso
superior. O Paulo Francis, que escreveu em diversos jornais e revistas, fez
crítica teatral, escreveu livros, também não tinha diploma. Deveriam os dois
serem preteridos, nas redações dos jornais onde trabalharam, por alguém que
tivesse diploma, mas nem de longe tivesse a inteligência, a cultura e o domínio
do idioma que eles tinham?

Dogma é coisa perigosa. Foi pelos seus dogmas que a Igreja mandou Giordano Bruno para a fogueira e pelo mesmo caminho iria o Galileu se, a tempo, não tivesse se retratado. Mesmo
estando Galileu certo e o Cardeal Belarmino e os dominicanos errados.

O Brasil está cheio de professores não diplomados. E isso porque não os há em muitos lugares. Então, lança-se mão do que há disponível, o que é melhor do que nada. E não há nessa
situação nenhuma originalidade. O pedagogo e educador Lauro de Oliveira Lima,
num dos seus livros, nos relata que na Inglaterra, na época da guerra, houve
falta de professores e que, para suprir a deficiência, pessoas da comunidade
foram convocadas para ensinar às crianças. Naturalmente que pessoas
alfabetizadas, em condições e disponibilidade para ensinar, como se encontram
em muitos lugares. No campo da saúde foi feito coisa parecida na China, durante
alguns anos da revolução, com os chamados “Médicos dos pés descalços”.
Eram pessoas sem diploma de medicina mas que orientavam as comunidades quanto a
certas medidas que deveriam ser tomadas para prevenir as doenças.

Essas reflexões me ocorrem agora, depois da recente lei que prega o ensino do xadrez nas escolas, quando começo a ouvir falar de pessoas que acham que os professores da disciplina
deverão ser formados em educação física. Bom, achar qualquer um pode. Mas quem
achou, achou mal, pois há muito tempo eu não ouvia tão rematada tolice.

Ora, meus amigos, se o xadrez de fato for introduzido em todas as escolas, já será difícil achar, em quantidade suficiente, quem o ensine, quanto mais se houver a exigência
adicional de ter diploma de educação física. Pode ser que queiram introduzir o
xadrez no currículo dos cursos de educação física para então habilitá-los a
ensinar o xadrez, assim como existem os habilitados para ensinar natação e
basquete. Mas, por enquanto, ao que eu saiba, nada disso existe. O que vão fazer,
então? Ficar esperando que apareçam os que tenham a habilitação que eles acham
necessária?

Antigamente, quando a educação era privilégio de uns poucos, certas questões, relativas à pedagogia e à didática eram ignoradas. Os nobres e as famílias ricas contratavam sumidades
para ensinar as coisas aos seus filhos. O Euclides foi ser professor do rei de
Siracusa e o Descartes da rainha da Rússia. Os avós do Bertrand Russell
contrataram uma espécie de governanta alemã para que ele, criança, tivesse
contato com o idioma alemão, que ele aprendeu rapidamente, já o tendo dominado
aos cinco anos. O pai do Wittgenstein, um dos homens mais ricos da Europa,
levou um dos filhos para tomar aulas de música com o famoso compositor e
pianista, Felix Mendelssohn, dizendo-lhe o seguinte: “não precisa lhe
ensinar nada, deixe apenas ele respirar o mesmo ar que você respira
”.
Então, meus amigos, é aquela velha história do “junta-te aos bons que serás
um deles
”, que a sabedoria popular já revelou. Um amigo meu, que estudou
nos Estados Unidos e jogava basquete me contou que só o fato de estar perto das
grandes equipes, de estar perto dos grandes jogadores, de ouvir as conversas
deles, enfim, “respirar o mesmo ar que eles”, já lhe foi de enorme valia
e que aquele convívio ajudou-o a melhorar o próprio jogo.

Com o ensino universal, abrangendo todas as classes sociais, não se poderia ter sumidades em quantidade suficiente para atender a todos. Então foi preciso que se criassem as séries,
os programas e os curricula. Então cada professor, em cada série,
ensina aquilo que lhe cabe ensinar. O Aluno aprende e passa para o nível
seguinte, com outros professores, outras disciplinas, outros currícula.

Com o xadrez há de ser feita a mesma coisa. Um conteúdo básico das coisas a serem ensinadas e a maneira adequada de se fazer isso. O xadrez na escola não constitui um fim em si mesmo.
Ele entra como coadjuvante no processo educativo. E não há que se inventar a
roda, pois muito já se escreveu e disse sobre isso.

E também não é nenhum “bicho de sete cabeças” a exigir o concurso de graduados e pós-graduados. Asseguro-lhes que a imensa dos jogadores brasileiros, bons ou maus jogadores,
aprenderam o jogo com familiares que não tinham diploma de educação física e de
pedagogia. Muitos aprenderam em clubes, com professores contratados para essa
finalidade, da qual se desincumbiram muito bem sem que, para isso, jamais
tivessem passado sequer à porta de um curso de educação física.

O ex-campeão mundial Botvinnik, professor de Karpov e Kasparov, tinha diploma de engenheiro e não de educação física.

Ficar então insistindo nessa tese é dogma, tão ridículo quanto inaceitável. Coisa de Cardeal Belarmino.

E quanto às especificidades do chamado “xadrez escolar”, se é que tal coisa existe, pois me parece também que com isso estão querendo criar uma reserva de mercado, estabelecendo uma espécie
de feudo onde alguns vão se achar no direito de pontificar, excluindo outros
que podem e querem colaborar, também não é nada que não possa ser aprendido e
entendido pelas professoras das escolas que saibam jogar xadrez ou por qualquer
enxadrista que tenha a boa vontade, a disponibilidade e o desejo de querer
contribuir. Sem prejuízo dos formados em educação física. Não se os quer
discriminar, mas não há porque lhes conceder privilégios ou exclusividade.

Um amigo meu, infelizmente já falecido, era um forte jogador de xadrez e formado em educação física. Eu via nele qualidades para ser um bom professor de xadrez, não tanto pelo diploma que
ele tinha mas pela sua capacidade e compreensão do jogo. Tirando esse amigo,
que nem mais entre nós está, não tenho conhecimento de uma quantidade
significativa de formados em educação física, pelo menos no Rio de Janeiro, que
possa fazer alarde de extraordinários resultados como professores ou organizadores
de xadrez. Nesse caso, criar uma reserva de mercado para eles seria um
privilégio que o atual estado do xadrez brasileiro não pode admitir. Mais do
que isso, seria um entrave desnecessário e, por isso mesmo, inadmissível, para
o nosso xadrez.

Estou certo de que grande parte dos enxadristas brasileiros, tendo ou não diploma de qualquer tipo, está preparado e, mais do que isso, motivado, para ensinar (ou aprender como
ensinar) o jogo de xadrez nas escolas, nos clubes ou na Conchinchina. Não vamos
discriminá-los nem criar-lhes barreiras ou obstáculos. Muito pelo contrário,
vamos convocá-los, pois estão fazendo falta.

 

PUBLICAÇÃO ORIGINAL

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Calendário de fim de ano.

17:04 Unknown 0 Comments

O Ano se aproxima do Fim e o Projeto X anuncia o seu cronograma, confira o início das férias nos locais atendidos por nós:

 

Escola Estadual Bom Jesus -  2 de dezembro

Escola Municipal Dr. Gladsen Guerra – 7 de dezembro

Escola Estadual Professora Juvenília Ferreira dos Santos – 12 de dezembro

AACD – 16 de dezembro

Espaço Social Graça Timothy Hugh Farner -  17 de dezembro.

 

Não temos calendário definido para 2011.

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Dia da consciência Negra

07:18 Unknown 0 Comments

Nossa singela homenagem ao dia da consciência negra:

 

diganaoaoracismo

 

O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira.

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Phelipe Johann é melhor representante de Minas no JUBs

13:36 Unknown 0 Comments

Numa competição em altíssimo nível, Minas Gerais levou jovens enxadristas, com intuito de formas novos nomes para o estado, Lucas Souza da UFJF, Pietro Sisi da UFLA e Phelipe Johann da UFU foram os representantes mineiros.

Phelipe foi o melhor classificado, conseguindo 2,5 pontos ficou em 39º,  Pietro ficou em  42º e Lucas em 45º. Todos os mineiros participam pela primeira vez de um torneio a nível nacional, o resultado foi considerado satisfatório e se vê muito futuro nos 3 enxadristas para os próximos anos.

 

CLASSIFICAÇÃO COMPLETA DAS OLIMPÍADAS UNIVERSITÁRIAS

 

BAIXE OS JOGOS

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Giovanni Vescovi e Ana Rothebarth vencem disputas de xadrez

13:42 Unknown 1 Comments

Giovanni Vescovi, da Universidade Paulista (Unip/SP) e Ana Vitória Rothebarth Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT/MT) conquistaram o título do xadrez das Olimpíadas Universitárias JUBs 2010, neste domingo, dia 14, em Blumenau (SC). Os enxadristas tiveram 100% de aproveitamento no torneio que reuniu cerca de 80 atletas.
Na última rodada do torneio, Ana Vitória derrotou Líria Garcia (USP/SP), representante do Brasil no Mundial Universitário de Xadrez 2010, e garantiu a medalha de ouro em sua estreia nas Olimpíadas Universitárias JUBs 2010. "Esta é minha primeira Olimpíadas Universitárias JUBs. Disputei seis anos as Olimpíadas Escolares e em todas as edições estive no pódio. Aqui, como competimos com jogadores mais velhos e experientes, a disputa foi mais puxada. Fico muito feliz por esta medalha e espero ficar também sempre nos pódios das Olimpíadas Universitárias JUBs", conta Ana Vitória, aluna do curso de Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade Federal de Mato Grosso.
A atleta, que começou a jogar aos 10 anos de idade, é vice-campeã brasileira e já soma 2.010 pontos no ranking da Federação Internacional de Xadrez. "Atualmente a internet auxilia muito nos treinos e consigo fazer um intercâmbio com meu técnico, em São Paulo, e competidores no mundo todo".
Cintia Rocha Leão (UNIPAR/PR) e Amanda de Mello (Univille/SC) completaram o pódio feminino do torneio individual de xadrez. A Unip (SP) levou o título de campeã geral na disputa por Instituição de Ensino Superior (IES) seguida por Furb (SC) e UFMS (MS).
Na disputa masculina, o campeão individual foi Giovanni Vescovi que garantiu o segundo título nas Olimpíadas Universitárias JUBs 2005 e 2010. Paulo Barbosa (UFCG/PB) e Máximo de Macedo (FARN/RN) ficaram com as segunda e terceira colocações. Na classificação masculina por IES, troféu de campeã para a UFSC (SC), seguida por UFRN (RN) e UFAM (AM). "Disputei o torneio em 2005 e agora em 2010 e tive uma ótima impressão da organização e da estrutura. Além disso, aumentou o número de participantes e com isso o nível dos jogos também melhorou. Mas ainda sinto falta de planos de treinamento para estes jovens talentos", destaca Vescovi. O enxadrista paulista, grande mestre pela Federação Internacional de Xadrez, é hexacampeão brasileiro e confirmou o favoritismo em Blumenau.
Renato Gino, coordenador de xadrez das Olimpíadas Universitárias JUBs 2010, destacou a qualidade técnica dos jogadores inscritos no torneio. "Tivemos 20 atletas na chave masculina e oito na disputa feminina com ranking na Federação Internacional de Xadrez. São nomes experientes e temos aqui um palco de interação entre os praticantes. Além disso, as Olimpíadas Universitárias são espaço de observação e monitoramento dos atletas para as convocações da Universíade de 2011, na China", completa Gino.
As Olimpíadas Universitárias JUBs 2010 são organizadas e realizadas pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), co-realizadas pelo Ministério do Esporte e pelas Organizações Globo, com a direção técnica da Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU) e o apoio do Governo do Estado Santa Catarina, da Prefeitura de Blumenau e da Federação Catarinense de Desporto Universitário (FCDU).

 

FONTE

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1ª Copa Minas Gerais de Xadrez Escolar

10:32 Unknown 0 Comments

Acontece no dia 21 de Novembro em Patrocínio a 1ª Copa Minas Gerais de Xadrez Escolar, o evento organizado pelo Xadrez Real terá premiação para todas as séries do ensino fundamental e médio.

 

Mais Informações no Folder

 

 

As inscrições podem ser realizadas pelos emails: xadrezreal@gmail.com e ginastica.da.inteligencia@hotmail.com e são GRATUITAS até o dia 17 de Novembro.

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100 frases célebres do xadrez!

13:13 Unknown 0 Comments

Edição por Rosa Araújo
Qua, 27 de Outubro de 2010 22:56

1. O Xadrez é algo mais do que um jogo; é uma diversão intelectual que
tem um pouco de Arte e muito de Ciência. É, além disso, um meio de
aproximação social e intelectual. (GM J. R.Capablanca, ex-campeão
Mundial)

2. O Xadrez serve, como poucas coisas neste mundo, para distrair e
esquecer momentaneamente as preocupações da vida diária. (GM J.
R.Capablanca)

3. O Xadrez, como todas as demais coisas, pode ser aprendido até um
determinado ponto e não além. O demais depende da natureza de cada
um. (GM J. R.Capablanca)

4. De poucas partidas aprendi tanto como da maioria de minhas derrotas.
(GM J. R. Capablanca)

5. O bom jogador sempre tem sorte. (GM J. R.Capablanca)
Garri Kasparov

6. Steinitz forneceu à Teoria do Xadrez uma tabela de multiplicar, mas
ainda ele estava muito longe das Matemáticas superiores. (GM G.
Kasparov, ex-Campeão mundial)

7. O Xadrez é um jogo absolutamente lógico que tem suas leis gerais, que
podem ser compreendidas intuitivamente ou trabalhando muitíssimo. (GM
G. Kasparov)

8. O Campeão Mundial é a melhor personificação de sua época e com base
nele podemos julgar o desenvolvimento do Xadrez. (GM G. Kasparov)

9. No Xadrez, minha palavra é próxima à de Deus. (GM G. Kasparov)

10. Vejo na luta enxadrística um modelo exato da vida humana, com sua
luta diária, suas crises e seus incessantes altos e baixos. (GM G. Kasparov)
Wilhelm Steinitz

11. A acumulação de pequenas vantagens leva a uma supremacia
considerável. (Wilhelm. Steinitz, ex-campeão mundial)

12. O peão é a causa mais freqüente da derrota. (W. Steinitz)

13. O jogador que leva vantagem deve atacar ou perderá dita vantagem.
(W. Steinitz)

14. A mente humana é limitada, mas a estupidez humana é ilimitada. (W.
Steinitz)
Ricardo Reti

15. Na idéia do Xadrez e no desenvolvimento da mente enxadrística temos
um quadro da luta intelectual da humanidade. (Ricardo Reti, representante
da corrente Hiper-moderna)
Mijail Botvinnik

16. Quem deseje chegar a ser um grande jogador deverá aperfeiçoar-se no
campo da análise. (GM Mijail Botvinnik, ex-campeão mundial e Pai da
Escola Soviética de Xadrez).

17. É impossível compreender o mundo do Xadrez sem olhá-lo com os
olhos de Capablanca. (GM M. Botvinnik)

18. O Xadrez é arte e cálculo. (GM M. Botvinnik)
Alexander Alekhine

19. Alguma vez os homens tiveram que ser semi-deuses; do contrário, não
teriam inventado o Xadrez. (GM A. Alekhine, ex-Campeão Mundial)

20. Só um homem culto pode chegar ao mais alto do Xadrez. (GM A.
Alekhine)

21. Para competir no Xadrez, é preciso, antes de mais nada, conhecer a
natureza humana e compreender a Psicologia do contrário. (GM A.
Alekhine)

22. Sou Alekhine, Campeão Mundial de Xadrez; não preciso de passaporte.
(GM A. Alekhine)
Paul Keres

23. Quem não assume um risco nunca ganhará uma partida. (G.M P.
Keres)
David Bronstein

24. O Xadrez é imaginação. (G.M D . Bronstein)

25. Jogar uma partida de xadrez é pensar, elaborar planos e também ter
uma pitada de fantasia. (GM D. Bronstein)
Vassily Smislov

26. A maestria no Xadrez significa uma conquista criadora e um ganho
científico. (GM V. Smislov, ex-Campeão Mundial)

27.No Xadrez, como na vida, o adversário mais perigoso é você mesmo (GM V.
Smislov)
Mijail Tal

28. Da mesma forma que nossa imaginação se agita pelo sorriso de uma
garota, a imaginação se agita pelas possibilidades do Xadrez. (GM Mijail, Tal,
ex-Campeão Mundial)

29. Se proibissem o Xadrez, provavelmente me tornaria contrabandista (GM M.
Tal)

30. Há duas classes de sacrifícios: os corretos e os meus. (GM M. Tal)

31. Um jogador de Xadrez é primordialmente um actor. (GM M. Tal)
Tigran Petrosian

32. Dizem que minhas partidas deveriam ser mais interessantes. Eu poderia
ser mais interessante e também perder. (GM Tigran Petrosian, ex-Campeão
Mundial)

33. Graças ao Xadrez muitos conhecemos a alegria da criação intelectual (GM
T. Petrosian)

34. O melhor treinador do enxadrista é ele mesmo (GM T. Petrosian)

35. As vitórias de Fischer são um enigma para mim (GM T. Petrosian)
Bent Larsen

36. O Xadrez é uma formosa amante a quem voltamos uma e outra vez, sem
que nos importe as muitas vezes que nos recusa. (G.M. Bent Larsen)
Boris Spasski

37. O Xadrez, com toda sua profundidade filosófica, é antes de mais nada um
jogo no qual se põem de manifesto a imaginação, o caráter e a vontade. (GM
Boris Spasski, ex-Campeão Mundial)

38. Petrosian me lembra a um ouriço. Justamente quando você acredita que o
tem preso, solta suas garras. (GM B. Spasski)
Bobby Fischer

39. O Xadrez é a Vida. (GM Robert Bobby Fischer, ex-Campeão Mundial)

40. Não me fale de perder. Não posso pensar nisso!(GM R. Bobby Fischer)

41. Sou um indivíduo detestável. Meus ideais são o xadrez e o dinheiro. Quero
ser riquíssimo. Todos querem sê-lo, mas ninguém o diz. É pecado? (GM R.
Bobby Fischer)

42. No xadrez há dois tipos de jogadores: os bons e os duros. Eu sou dos
duros. (GM R. Bobby Fischer)

43. Petrosian sabia detectar e afastar o perigo vinte jogadas antes que este
surgisse. (GM R. Bobby Fischer)
Anatoli Karpov

44. A ameaça da derrota é mais terrível que a própria derrota. (GM A. Karpov,
ex-Campeão do Mundo.

45. O Xadrez está mais perto da Matemática do que qualquer outra Ciência.
(GM A. Karpov)
Samuel Reshevsky

46. Só há um Mikhail Tal no mundo. (GM Samuel Reshevsky)
Dr. Siegbert Tarrasch

47. No Xadrez, como na vida, o melhor lance é sempre a que é realizado. (Dr.
S.Tarrasch)

48. Eu sempre senti um pouco de pena daquelas pessoas que não
conheceram o Xadrez; Justamente o mesmo que sinto por quem não foi
embriagado pelo amor. O Xadrez, como o amor, como a música, tem a virtude
de fazer o homem feliz. (Dr. Siegbert Tarrasch)

49. O Xadrez é uma forma de produção intelectual que tem seu encanto
peculiar. A produção intelectual é uma das grandes satisfações - senão a maior
- ao alcance do homem. Nem todos podem compor uma peça musical
inspirada ou construir uma ponte; no entanto, no Xadrez, todo mundo é
intelectualmente produtivo e, portanto, cada pessoa que o pratica pode
experimental uma grande satisfação. (Dr. Siegbert Tarrasch)
Victor Korchnoi

50. Nenhum Grande Mestre é normal, o único que difere um do outro é o tipo
de loucura. (GM Victor Korchnoi, O terrível)
Alexander Kotov

51. A aprendizagem do Xadrez produz autêntico prazer, e os sucessos
desportivos ou criativos que se obtêm depois reportam plena satisfação. (GM
A. Kotov)


52. O Xadrez é necessário em toda boa família. (Alexander Pushkin, escritor
russo)

53. O Xadrez é semelhante à vida. (Miguel de Cervantes, escritor espanhol)

54. O Xadrez é um jogo honrado. (Williams Shakespeare, poeta e dramaturgo
inglês)

54. O Xadrez é prova de inteligência. (Joan W. Goethe, poeta alemão)

55. O Xadrez é uma necessidade tão imperiosa como a literatura. (Ivan
Turgueniev, novelista russo)

56. Não existe tanto mistério em dez assassinatos como numa partida de
Xadrez. (A. Rubinstein, um dos melhores jogadores dos anos 20)

57. Gosto do Xadrez porque é um bom descanso; faz trabalhar a mente, mas
de uma forma muito especial. (Leon Tolstoi, escritor russo)

58. Uma posição determinante no centro dá direito a atacar numa ala. (Aaron
Nimzovitch)

59. A técnica do jogo posicional pode ser adquirida. (A. Nimzowitch)
Efim Bogoljubow

60. Se jogo com brancas, eu ganho porque tenho o primeiro movimento.
Quando jogo com negras, ganho porque sou Boguljubow. (GM Efim
Bogoljubow)

61. A estratégia é coisa de reflexão, a tática é coisa de percepção. (Max. Euwe,
ex-Campeão Mundial)

62. Uma partida de Xadrez se assemelha a uma mulher: cada qual a
superestima ou menospreza, mas ninguém é capaz de julgá-la fria e
objetivamente. (GM R. Fine, eminente Psicólogo)

63. Ajudai vossas peças para que elas vos ajudem. (Paul Morphy, gênio norte-
americano)

64. Quando Tal sacrifica uma peça, vale comprovar por que; quando Petrosian
faz algum sacrifício, é melhor abandonar; quando Kasparov sacrifica algo, vale
comprovar e abandonar. (GM M. Najdorf)

65. Capablanca foi o melhor porque não precisou aborrecer-se. (GM M.
Najdorf)

66. Nunca alguém ganhou uma partida abandonando-a. (GM S. Tartakower)

67. Os sete pecados capitais do Xadrez são: Superficialidade, Voracidade,
Pusilanimidade, Inconsequência, Delapidação do tempo, Excessivo amor à paz,
Bloqueio. (S. Tartakower).

68. O Xadrez subsiste graças aos erros que se cometem jogando-o. (S.
Tartakower).

69. No xadrez, o vencedor é quem comete o penúltimo erro.. (S. Tartakower).

70. Se o erro não existisse, deveria ser inventado. (S. Tartakower).

71. Se o Xadrez é luta, o melhor é Lasker; se o Xadrez é ciência, o melhor é
Capablanca; se o Xadrez é arte, o melhor é Alekhine. (S. Tartakower).

72. Numa partida de Xadrez, às vezes, jogam mais de quatro cavalos. (S.
Tartakower).

73. O jogo de Xadrez careceu de métodos de ensino; o homem de tempo. (MI
Roberto Grau)

74. A combinação é a técnica da beleza objetiva do jogo. (MI R. Grau)

75. É por meio do raciocínio que se chega a descobrir as combinações. (MI R.
Grau)

76. A história das idéias enxadrísticas é a história dos jogadores que a encarnaram.
(Anthony Saidy)

77. Os peões são a alma do Xadrez. (A.D . Philidor)

78. Gosto de como me educaram. Mas minha vida não é só Xadrez. (GM. Judit
Polgar)

79. Se penso, jogo mal. (GM Viswanathan Anand, ex-Campeão Mundial)

80. A genialidade consiste em saber transgredir as regras no momento adequado. (R.
Teichmann)

81. Se queres destruir um homem, ensina-lhe a jogar Xadrez. (Oscar Wilde,
escritor)

82. A vida é muito curta para o Xadrez (J. Byron)

83. O Xadrez é um mar no qual um mosquito pode beber e um elefante pode
banhar-se. (Provérbio Indiano)

84. O Xadrez moderno está muito preocupado com coisas como a estrutura de
Peões. Esqueçam-no, o Xeque Mate termina a partida. (GM Nigel Short)

85. Jogue a Abertura como um livro, o meio jogo como um mago e os Finais como
uma máquina. (R. Spielmann)

86. Não é um lance, nem ainda o melhor lance que tu deves procurar, mas um plano
compreensível (Eugene Znosko-Borovsky)

87. Um mau plano é melhor do que não ter nenhum plano. (Frank Marshall)

88. Aqueles que dizem que entendem o Xadrez, não entendem nada. (GM Robert
Hubner)

89. O Xadrez não é como a vida... Tem regras! (Mark Pasternak, escritor)

90. Nada excita mais a Grandes Mestres aborrecedores do que uma novidade
teórica. (Dominic Lawson)

91. Do Xadrez se disse que a vida não é o suficientemente longa para ele, mas isso é
culpa da vida, não do Xadrez" (W. E. Napier)

92. O Xadrez se joga com a mente, não com as mãos! (Kahn)

93. As virtudes do Xadrez são tão inumeráveis como os grãos de areia de um
deserto.

94. O Xadrez cura a mente enferma e a exercita em saúde. É o descanso para o
intelecto sobrecarregado e o relax para o corpo fatigado. Alivia as penas e aumenta
o sentimento de felicidade. Ensina a dominar as paixões e a ser cauteloso.

95. A verdadeira beleza do Xadrez consiste na luta elementar entre diferentes
personalidades.

96. No Xadrez como na vida, a glória de hoje pode ser o veneno de manhã.

97. O Xadrez é a lógica feita jogo.

98. O Xadrez é uma luta consigo mesmo.

99. As qualidades do Xadrez têm um valor humano geral e constitui, pois, um
método de autodesenvolvimento e autodisciplina muito útil aos que o praticam.

100. O Xadrez é um elixir que prolonga a vida, é um culto à sabedoria e um canto à
virtude.

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